
Grupanálise
Uma terapêutica e também uma experiência de vida rica e, em certas circunstâncias, insubstituível. (João Carlos Melo, 2005)
Sobre a Grupanálise
Existem muitas definições, mas por considerar uma definição muito feliz e clara, sem excessivo jargão técnico, demonstrando perfeitamente a vivência do que é a Grupanálise, recorro a este excerto:
A Grupanálise é um meio privilegiado de acesso ao inconsciente. E também aos processos relacionais, os quais, na sua complexidade, contêm mecanismos, forças e motivações também inconscientes. (…) É uma análise, portanto, e não uma psicoterapia strictu sensu. É uma psicanálise, não a clássica, dual, mas de grupo. Também não é uma psicanálise em grupo nem uma psicanálise do grupo. É uma psicanálise de grupo, que recebeu o nome de Grupanálise.
A Grupanálise é mais do que uma terapêutica.
É uma experiência de vida rica e, em certas circunstâncias, insubstituível.
— João Carlos Melo (2005)

Como forma de auto-conhecimento e tratamento, a Grupanálise tem sido largamente aplicada na abordagem do sofrimento psíquico e das doenças mentais na clínica privada, em meio hospitalar (ambulatório, internamento, hospitais e centros de Dia) incluindo hospitais prisionais.
Pretende-se utilizar os grupos, as interações e relações grupais para a compreensão do modo como se processam o funcionamento mental e os padrões relacionais de cada elemento do grupo com o seu meio familiar, profissional e social em geral.
O grupo funciona como um microcosmos observável em que os processos não conscientes, parcialmente responsáveis pelo sofrimento mental, surgem espontaneamente podendo ser analisados, elaborados, compreendidos e, eventualmente transformados, se considerados como patológicos, disfuncionais ou causadores de sofrimento.
Contrariamente à postura individualista da sociedade atual, o grupo é o seu setting de trabalho, e neste, valoriza
o respeito pelo outro, promovendo a função empática, num exercício de identificação/individualização. Considera
o outro como uma parte de si e como uma parte diferente de si. Nesse sentido, o outro é um recurso para um
melhor conhecimento de si próprio. A terapêutica grupanalítica afirma-se como um exercício de relação
democrática no respeito por regras e normas sociais, estabelecidas por uma cultura comum.
— Francisco Salgado (2025)
Num tempo de hiper comunicação, hiper rapidez e de excesso de positividade, a grupanálise apresenta-se como uma resposta ao sofrimento.
Saberes como os da filosofia, estão hoje secundarizados pelos da técnica. A função pensar, questionar, duvidar
está a ser apropriada pela precisão das máquinas, pela IA que tudo resolve.
Nos dias de hoje, como já o dissemos, vivemos sobretudo no primado do narcisismo e com ele, na procura urgente
de resultados terapêuticos imediatos. Não há lugar ao trabalho de luto, ao sofrimento psíquico próprio dos
processos de mudança longos e estruturantes.
(…)
O que é extraordinário é que numa sociedade cada vez mais produtiva e consumista, com processos de
comunicação mais acessíveis e sofisticados, apresenta simultaneamente um sentimento de solidão, uma
insatisfação permanente, traduzidos num aumento exponencial de patologia ansiogénica e depressiva.
A prática de comportamentos de ajuda face a outros dá-nos a felicidade e o bem-estar que o mercado e o consumo
não nos podem dar. Da mesma forma que práticas sociais como a promessa, a fidelidade ou o compromisso,
referidos por Byung-Chul Han (2016), o perdão destacado por Hannah Arendt ou ainda a gratidão,
acrescentaríamos nós, criam laços com os outros, que estão para além de qualquer projeto narcísico.
Parece-nos então que a grupanálise, como terapêutica e simultaneamente prática social faz hoje ainda mais
sentido, oferecendo-se como contraponto a uma sociedade desumanizada e narcisada, em que ouvir e ser ouvido
parece ser um bem cada vez mais escasso e onde o tempo para se poder pensar com o outro, é um privilégio
reservado a poucos.
— Francisco Salgado (2025)
Benefícios
– Desaparecimento dos sintomas (queixas, dificuldades que trazem a pessoa à consulta)
– Capacidade de lidar com a ambivalência, apreciando claramente as facetas agradáveis e desagradáveis das pessoas, relações e experiências de vida e fazendo escolhas mais coerentes e de acordo consigo própria/o
– Aquisição da capacidade de insight emocional e auto-análise, apreendendo novos significados e não ficando perplexo consigo próprio
– Capacidade para reconhecer e exprimir adequadamente, sem receio de destruir, afectos intensos no próprio e nos outros
– Capacidade para adquirir e sentir prazer na autonomia
– Capacidade de estar só e de tolerar as separações e frustrações sem recorrer a mecanismos de defesa primitivos ou desadaptativos
– Capacidade e prazer no investimento da realidade, o que implica um aumento da tolerância do Superego e a menor submissão a ideais do Ego primitivos e não elaborados
– Construção de um narcisismo saudável: aumento da capacidade empática em relação a si próprio e aos outros, aumento do sentido de humor, capacidade para criar ou retomar desejos, ambições e ideais antes bloqueados, aumento da criatividade.
De momento tenho um grupo de adultos em actividade, em Almada


Perguntas frequentes
Como funciona?
Um grupo de pessoas
Os outros membros do grupo
Esta compilação requintada mostra uma variedade diversificada de fotografias que capturam a essência de diferentes épocas e culturas, reflectindo os estilos e perspectivas únicos de cada artista.
A frequência e os valores
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Estão disponíveis exemplares autografados?
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Tem perguntas?
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Num tempo de hiper comunicação, hiper rapidez e de excesso de positividade, a grupanálise apresenta-se como uma resposta ao sofrimento.
Saberes como os da filosofia, estão hoje secundarizados pelos da técnica. A função pensar, questionar, duvidar está a ser apropriada pela precisão das máquinas, pela IA que tudo resolve.
Nos dias de hoje, como já o dissemos, vivemos sobretudo no primado do narcisismo e com ele, na procura urgente
de resultados terapêuticos imediatos. Não há lugar ao trabalho de luto, ao sofrimento psíquico próprio dos processos de mudança longos e estruturantes.
(…) O que é extraordinário é que numa sociedade cada vez mais produtiva e consumista, com processos de comunicação mais acessíveis e sofisticados, apresenta simultaneamente um sentimento de solidão, uma insatisfação permanente, traduzidos num aumento exponencial de patologia ansiogénica e depressiva.